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Insumos Farmacêuticos: O papel da Química na produção de IFA no Brasil

Com o tema “A dependência do Brasil de IFA importados”, o Conselho Federal de Química iniciou a palestra on-line sobre “Insumos Farmacêuticos”, na noite dessa terça-feira (21).

Com o tema “A dependência do Brasil de IFA importados”, o Conselho Federal de Química iniciou a palestra on-line sobre “Insumos Farmacêuticos”, na noite dessa terça-feira (21). O encontro faz parte das comemorações alusivas à Semana do Profissional da Química 2022 e contou com a presença de especialistas de diversas áreas do setor.

O painel foi mediado pelo conselheiro federal do CFQ, Ubiracir Lima, que destacou a importância desse assunto para os profissionais. A palestra ficou por conta do diretor executivo da Globe Química e vice-presidente da Abifina, Antônio Carlos Teixeira, que trouxe a história da produção de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) no Brasil e as perspectivas para o papel da Química no futuro.

No Brasil, recentemente, vivenciamos a falta de medicamentos e a dependência externa dos insumos pode afetar diretamente à indústria e a sociedade. Segundo Teixeira a produção de IFA no Brasil é estratégica. “Devemos ser protagonistas do nosso futuro”.

O especialista destacou que ao longo da história mundial a falta de insumos farmacêuticos gerou crises. “A maior manifestação de crise foi em 2018, quando a China, pressionada pela questão ambiental, teve que rever as suas políticas e, com isso, centros industriais inteiros foram paralisados. Essa paralisia refletiu-se na produção de insumos farmacêuticos e foi uma crise extremamente dramática, para conseguir a verticalização de produção para evitar a falta imediata de insumos”, explicou.

Teixeira destacou também que no período de 2019 para 2020, houve a escassez de sedativos, devido a pandemia de Covid-19 e a falta de antibióticos. “Hoje, a produção desses produtos está concentrada em poucos produtores mundiais”.

E o futuro?

De acordo com Teixeira, a tendência para os próximos anos, diante da escassez de IFA, é voltar ao que vivenciamos na década de 70, em que os grandes produtores de insumos farmacêuticos se especializam e passam a ser fabricantes de medicamentos. “No ponto de vista de negócios é coerente, mas em relação a segurança do fornecimento, isso pode restringir a oferta de insumos”, ressaltou.

Para ele, o aumento da expectativa de vida da população  também pode impactar nessa demanda. “A sociedade mais envelhecida e vivendo mais irá requerer medicamentos mais específicos, mais seguros e apropriados à época. Isso significa: a ciência dando soluções a patologias associadas a longevidade ou ao modo de vida que temos hoje”.

 

E o papel da Química nesse futuro?

O profissional da Química pode atuar em diversos ramos. O especialista citou três: processos simples, resoluções quirais e processos complexos. “A produção de IFA vai agregar diversas atividades, desde a atividade de pesquisa, atividade de controle de qualidade, profissionais de garantia, que trabalham na construção de avaliações técnica, profissionais da área industrial, manutenção, segurança de operação e até mesmo o almoxarifado, que precisa ter conhecimento técnico, todos esses são acessórios à produção de IFA. Claro mantendo a preocupação com o meio ambiente e o coletivo”, declarou.

 

Produção de IFA no país

“Produzir IFA no Brasil é estratégico tanto para o pleno fornecimento de medicamentos nos hospitais ou farmácias, quanto para alavancar a pesquisa farmacêutica e Química, pois, designa um propósito finalista da pesquisa que conecta a sociedade, responsável pelo uso, aos pesquisadores que pensam e desenvolvem o produto. Assegurar o abastecimento de medicamentos não é um resultado do acaso, é fruto da estruturação consciente de uma cadeia fabril capaz de responder a mais variada horda das possibilidades que impacta na oferta”, complementou.

Teixeira ressalta que está no ato da manufatura a realização do resultado de uma pesquisa. “É quando a sociedade se conecta ao produto e percebe a importância da pesquisa na forma do produto, na forma de uma vacina. Essa conexão do conhecimento para o processo do produto em si é o que nós temos que buscar. Assim, incentivar o crescimento desse segmento tão importante e estratégico para qualquer país”, disse.

E concluiu: “Assegurar o abastecimento de medicamento não é resultado do acaso é fruto de uma estruturação consciente, de uma cadeia fabril capaz de responder a mais variada horda de possibilidades. A complexidade desse processo não se constrói da noite para o dia”.

O encontro faz parte das comemorações referentes à Semana do Profissional da Química e, por isso, foi planejada uma semana inteira, do dia 20 a 24 de junho, com painéis digitais que contam com especialistas de cada segmento, sobre áreas atuais e com grande repercussão nacional e internacional.

Assista a palestra completa aqui!

Fonte: http://cfq.org.br/noticia/insumos-farmaceuticos-o-papel-da-quimica-na-producao-de-ifa-no-brasil/

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