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Mecanismos de incentivo à inovação para o desenvolvimento sustentável são destaques da 9ª live realizada pela Abiquim

A Abiquim realizou um webinar com o tema “Mecanismos de Incentivo à Inovação para o Desenvolvimento Sustentável”.

No dia 08 de setembro, como parte de uma jornada especial em comemoração aos 30 anos do Programa Atuação Responsável® no Brasil, a Abiquim realizou um webinar com o tema “Mecanismos de Incentivo à Inovação para o Desenvolvimento Sustentável”, com foco em Mudança do Clima, Descarbonização, Economia Circular, Matérias-Primas Renováveis e Bioeconomia Industrial.

O evento, gratuito e online, contou com dois painéis – o primeiro, sob a moderação de Cristina Schuch, gerente de Pesquisa e Inovação da Rhodia Solvay e vice-coordenadora da Comissão de Tecnologia da Abiquim, teve a participação de José Henrique Videira Menezes, coordenador de Planejamento e Gestão da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii); Gianna Sagazio, diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI); e Paulo Coutinho, gerente do Instituto Senai de Inovação Biossintéticos e Fibras.

Já os palestrantes do segundo painel foram Márcio Henriques, gerente Operacional do BNDES; Maurício Alves Syrio, superintendente da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP); e Luciana Harumi Hashiba Maestrelli Horta, coordenadora Adjunta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Na moderação, Rafael Pellicciotta, gerente de Estratégia, Inovação e Desenvolvimento de Negócios da Braskem e coordenador da Comissão de Tecnologia da Abiquim.

Na abertura do evento, André Passos Cordeiro, diretor de Comunicação e Relações Institucionais e presidente-executivo interino da Abiquim, ressaltou que as empresas, especialmente as associadas da Abiquim, têm a agenda ESG como um dos seus principais norteadores. Hoje, não há organização, continuou ele, que não se estruture em torno desses 3 elementos da Sustentabilidade: Meio Ambiente, Governança Corporativa e Social. Com a Abiquim, não poderia ser diferente. André Passos reforçou que a agenda da Associação está, não somente organizada a partir desta ideia, como esse processo de diálogo é o ponto central do Programa de Atuação Responsável ®, capitaneado pela entidade há 30 anos.

Gianna Sagazio, a primeira painelista, destacou em sua apresentação os indicadores do Global Innovation Index (GII), que mostra o crescimento de um país, impulsionado pela inovação. De acordo com este relatório com dados de 2021, o Brasil ocupa a 57ª posição, entre 132 países. Desde 2011, o país perdeu 10 posições. “Não ocupamos uma posição que é compatível com a economia brasileira, uma das maiores do mundo, com a sofisticação do nosso setor empresarial e com a qualidade dos nossos pesquisadores e da nossa produção científica. Isto significa que precisamos nos esforçar mais”, salientou a diretora da CNI, acrescentando que hoje enquanto os países da OCDE investem em média 3% do PIB em pesquisas e desenvolvimento, o Brasil, de acordo com o último dado oficial disponível de 2019 investe por volta de 1% do PIB.

“Considerando que desde então, já tivemos os maiores contingenciamentos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), sendo ele a principal fonte de fomento, tanto para academia, quanto para o setor empresarial, estamos investindo menos. Enquanto os outros países estão enrobustecendo suas políticas de ciência e tecnologia e investindo trilhões de dólares, o Brasil está na marca de R$2,9 bilhões de reais. Ou seja, precisamos de fato nos mobilizar ainda mais para fazer com que esses recursos sejam utilizados na sua finalidade. Que exista uma constância no uso desses recursos e que eles não sejam interrompidos. Precisamos tornar a inovação uma prioridade para esse país.”

No que tange os mecanismos de incentivo ao desenvolvimento sustentável, Sagazio ressaltou a Mobilização Industrial pela Inovação (MEI), uma iniciativa coordenada pela CNI que visa estimular a estratégia inovadora das empresas brasileiras e ampliar a efetividade das políticas de apoio à inovação por meio da interlocução construtiva e duradoura entre a iniciativa privada, a academia e o setor público. Outra contribuição da MEI é a MEI TOLLS, uma publicação que reúne informações atualizadas com todos os instrumentos disponíveis no país para as empresas inovarem.

Para falar sobre o trabalho da Embrapii, a segunda palestra ficou a cargo de José Henrique Videira Menezes. Segundo ele, o diferencial da entidade é não trabalhar com editais, mas sim com oportunidades em fluxo contínuo. “Trata-se de um mecanismo rápido e ágil para conseguir atender o timming do mercado, que é o que as empresas precisam para inovar", afirmou Menezes.

Na apresentação de Paulo Coutinho, foi dado destaque para a plataforma de inovação do SENAI, existente desde o início da década de 2000. Esse instrumento, segundo Coutinho, tem uma quantidade de recursos significativa e precisa ser mais explorada pelas empresas. São R$ 900 milhões de recursos mobilizados com mais de 1200 projetos aprovados. Coutinho também mencionou outros instrumentos de fomento disponíveis fora do âmbito SENAI, além de destacar o Basic Funding que a Embrapii está disponibilizando para a Rede de Bioeconomia, este último com três modalidades de fomento - Apoio a Projetos de Inovação Empresarial, Ciclo Completo de Apoio a Startups e Basic Funding Alliance.

Fonte: https://abiquim.org.br/comunicacao/noticia/10381

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