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Pesquisas brasileiras e latino-americanas são apresentadas no CLAQ 2022

Daqui podem sair pesquisas, experimentos e empreendedores da Química que podem mudar o mundo, com consciência de mudar para melhor.

“Daqui podem sair pesquisas, experimentos e empreendedores da Química que podem mudar o mundo, com consciência de mudar para melhor.” As palavras são do conselheiro federal Djalma Jorge Nunes, também diretor institucional do Conselho Regional de Química da 7ª Região (CRQ-VII), durante a apresentação de pesquisas de alunos, professores e profissionais do setor no 35º Congresso Latino-Americano de Química (CLAQ 2022), no Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 14 e 18 de novembro.

A apresentação dos pôsteres de Química Analítica e Química Verde é um dos momentos promovidos pelo CLAQ 2022, que também sedia o 61º Congresso Brasileiro de Química (CBQ). O Sistema CFQ/CRQ’s participa do evento com o objetivo de destacar a importância da Química, da Ciência e da Pesquisa para sociedade, indústria e setores relacionados.

“Esses congressos também ajudam a conscientizar os profissionais para que usem a Química de modo sustentável”, completou Djalma. Entre os trabalhos apresentados, estava o dos alunos da professora, pesquisadora e pós-doc Grasielli de Oliveira, da Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). O estudo, intitulado “Sensor eletroquímico à base de policaprolactona e grafite para a determinação voltamétrica de vitamina B2 em medicamentos”, pretende determinar também, por meio desse sensor, outras vitaminas além da B2, fazer análises múltiplas e aplicar em outras coisas.

“Isso é importante porque a gente não tem na legislação um máximo de substância para ingerir, mas tem um mínimo. Nós sabemos que não adquirimos tudo isso por meio da alimentação, então temos que usar uma parte de suplementação para poder equilibrar isso. Esses sensores entram nessa parte de controle de qualidade, dos medicamentos que a gente está ingerindo, se está dentro do que está declarado ou não”, explicou a pesquisadora da UFF.

Segundo ela, o estudo focou primeiro em medicamentos, mas poderá ser aplicado também para outros tipos de análises. “Dá para fazer por suor, determinando nele as vitaminas. O objetivo é ir um pouquinho mais além, a gente está começando com os medicamentos, vimos que é possível”, comemorou.

Já a professora e pesquisadora Aline Toci, da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), desenvolveu o “Estudo exploratório por RMN 1H da cocaína apreendida na cidade de Foz do Iguaçu (PR)” com o auxílio da Polícia Federal de Foz, localizada na tríplice fronteira – Brasil, Paraguai e Argentina.

“A Polícia Federal ali faz uma grande apreensão de drogas e de anabolizantes. Mesmo sendo a Polícia Federal, que tem conhecimento, não é o conhecimento da academia, e por isso fizemos um convênio para compartilharmos tanto os laboratórios como conhecimento e pesquisadores, e esses trabalhos são os primeiros frutos desse convênio”, contextualizou.

Ainda segundo Aline Toci, a meta é determinar as rotas do tráfico. “O objetivo desse trabalho é utilizar técnica de Ressonância Magnética Nuclear de 1H (RMN 1H) não como identificação Química, mas como finger print. Pegamos a amostra de cocaína, não importa em que estado ela esteja, se em pasta, pura, altamente purificada, e tiramos o espectro de RMN. Depois, quimiometricamente aplicando uma estatística, a gente vê a semelhança entre essas amostras e, de acordo com ela, a gente suspeita se tem a mesma procedência. É uma questão de autenticidade e rastreabilidade”, detalhou.

Química verde

“As redes sociais e a produção educativa da Química verde” é tema da pesquisa de estudantes da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). A estudante Alice Natália Sousa Silva resumiu o trabalho. “Criamos esse trabalho durante a pandemia. Como as escolas estavam fechadas, o único meio de obter informações era pela tecnologia, então trouxemos um pouco da Química verde do laboratório, da escola para o cotidiano. Vimos que o Instagram estava crescendo muito, então criamos uma conta e decidimos disseminar informações de uma maneira simples.”

Além disso, em breve, Alice e os colegas serão graduados na área. Ela afirmou que deve se filiar ao Conselho para ter mais firmeza na área de atuação. “É um sonho realizado”, disse.

A professora e pesquisadora Aline Tirelli, do Instituto Federal de Brasília (IFB), também destacou a importância de estar registrado nos conselhos da área. Ela estava participando do evento com o estudo “Obtenção de açúcares fermentescíveis a partir do bagaço do malte: melhores parâmetros para catálise ácida”.

“Desde que eu me formei, eu me filiei ao CRQ de Minas Gerais, e quando comecei a atuar no Distrito Federal transferi para essa região. E eu acho fundamental para poder oficializar, é a nossa profissão e o conselho nos representa, trata de parâmetros importantes. Hoje sou professora, mas já atuei anteriormente como técnica e sempre precisei recorrer. E é ao conselho que a gente recorre quando precisa de qualquer coisa que diz respeito à nossa atuação como Profissional da Química, que é muito ampla. Acho esse processo fundamental”, declarou.

Congressos

O 35º Congresso Latino-Americano de Química e o 61º Congresso Brasileiro de Química são realizados entre os dias 14 e 18 de novembro no Hotel Windsor Florida, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O evento, 100% presencial, conta com conferências, palestras, debates e minicursos e recebe participantes de todo o Brasil e da América Latina.

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