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CLAQ 2022: Química e Sustentabilidade podem e devem andar juntas

O professor, que falou sobre as diversas dimensões da sustentabilidade, explicou que é um tema muito mais complexo do que as pessoas costumam dizer e não é assunto novo.

O segundo dia do Congresso Latino-americano de Química trouxe a sustentabilidade do ponto de vista da Química para o centro do debate, que contou com a palestra do Químico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Vítor Francisco Ferreira.

O professor, que falou sobre as diversas dimensões da sustentabilidade, explicou que é um tema muito mais complexo do que as pessoas costumam dizer e não é assunto novo. Há estudos que relatam que o tema sustentabilidade começou a ser discutido ainda no século XVIII e, principalmente, na Revolução Industrial.

“A sustentabilidade possui muitas dimensões que podem ser exploradas e que precisam ser tratadas com urgência como a fome, miséria, poluição dos rios e oceanos, plásticos, desperdícios, degradação ambiental, esgotamento dos recursos básicos, entre outras. É como um guarda-chuva e cada ponta dele tem a sua importância para garantir o equilíbrio. Se você quer um ambiente sustentável, é necessário tratar de tudo isso e com urgência”, disse.

Uma das dimensões, segundo Ferreira, é a destruição das florestas. No Brasil, a Amazônia e o Cerrado representam 19% dos biomas da Terra e que estão correndo risco com o crescimento da degradação. “Para se ter uma ideia, hoje já precisamos de, pelo menos, mais um planeta Terra para alimentar a própria Terra. O capital natural do planeta é finito”.

Manter as florestas é possível do ponto de vista químico, afirmou o professor. “Da floresta tiram-se os frutos, resinas, óleos que servem de inspiração para a produção de outras substâncias, matérias-primas para a indústria química, entre outros. Pode ser usada como fonte econômica sem precisar derrubar, mas conservando, caindo por terra toda e qualquer teoria de que é preciso destruir para produzir. Tem muita química dentro das florestas que pode ser explorada e que rende milhões de dólares”, disse.

As principais vantagens em manter as florestas, como explicou Ferreira, são a diminuição dos eventos globais extremos, redução das desigualdades, conservação das espécies, erradicação de doenças, além da extração de matéria-prima para as indústrias.

Ainda de acordo com Ferreira, a exploração de florestas de maneira sustentável pela indústria química já vem crescendo e o profissional da Química tem um papel fundamental nesse processo. “Sem o profissional da Química não é possível tornar o ambiente mais sustentável. É ele quem vai mudar toda essa cadeia de produtos insustentáveis em sustentáveis. Química pode e deve andar lado a lado com a sustentabilidade, pois tudo em nosso planeta está conectado”.

Congressos
O 35º Congresso Latino-Americano de Química e o 61º Congresso Brasileiro de Química são realizados entre os dias 14 e 18 de novembro no Hotel Windsor Florida, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O evento, 100% presencial, conta com conferências, palestras, debates e minicursos e recebe participantes de todo o Brasil e da América Latina.

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