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CLAQ 2022: “Fazer experimento está no coração da Química”, afirma professor durante seminário

A Química computacional, ramo que usa princípios da ciência da computação para resolver problemas Químicos, foi defendida, na quinta-feira (17), durante o 35º Congresso Latino-Americano de Química (CLAQ 2022)

A Química computacional, ramo que usa princípios da ciência da computação para resolver problemas Químicos, foi defendida, na quinta-feira (17), durante o 35º Congresso Latino-Americano de Química (CLAQ 2022), realizado no Rio de Janeiro (RJ) entre os dias 14 e 18 de novembro. O minicurso “Química computacional aplicada”, ministrado pelo professor e doutor José Walkimar de Mesquita Carneiro (Universidade Federal Fluminense), é um dos momentos promovidos pelo CLAQ 2022, que também sedia o 61º Congresso Brasileiro de Química (CBQ).

O Sistema CFQ/CRQ’s participa do evento com o objetivo de destacar a importância da Química do profissional da área e para sociedade, indústria e setores relacionados.

Walkimar dividiu o minicurso com Rodolfo Goetze Fiorot, também da UFF, e explicou que a Química computacional utiliza os resultados da Química teórica, incorporados em programas de computador, para calcular estruturas e propriedades de moléculas e sólidos.

O professor fez um retrospecto de como a área cresceu da década de 1920 para os dias de hoje. Ele lembrou que Química é vista, muitas vezes, de uma forma mais genérica, como uma ciência experimental. “O que significa que fazer experimentos está no coração da Química. Ir para a bancada, observar o que está acontecendo. Além de manipular reagentes, queremos entender por que aconteceu dessa ou de outra forma, e isso é extremamente importante para saber interpretar alguns processos. Muito do que se faz tem aplicação imediata em várias áreas da Química”, ressaltou.

De acordo com a retrospectiva, o primeiro computador surge em 1951, quando já era possível fazer contas, “mas a quantidade de cálculos era gigantesca. Em 1973, já se imaginava que poderia calcular e usar o resultado disso para algumas coisas”, destacou Walkimar.

Ele reforçou que “poucas vezes não se consegue obter informações a partir da Química computacional, como calcular estrutura molecular e não moleculares também”, exemplificou. Falou também sobre a importância do trabalho conjunto entre computadores e técnicos. “É muito desejável o trabalho em conjunto com laboratório físico, o de bancada. A Química computacional não é uma substituta para o de bancada, mas serve para trabalhar de maneira conjunta.”

Ele complementou elogiando a área. “O interessante é que pela Química computacional é possível desenvolver modelos conceituais de maneira mais clara quando se usa recursos da Química computacional, porque para quem está na bancada é difícil conseguir algumas informações.”

O professor mostrou, ainda, cálculos de estrutura eletrônica, que são métodos baseados em aproximações da famosa equação de Schrödinger para espécies Químicas multieletrônicas e têm o maior poder preditivo de todas as técnicas – consideradas custosas. “É preciso reduzir custos, esforço experimental e questões associadas a catalisadores, para determinados processos”, sugeriu.

Congressos

O 35º Congresso Latino-Americano de Química e o 61º Congresso Brasileiro de Química são realizados entre os dias 14 e 18 de novembro no Hotel Windsor Florida, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). O evento, 100% presencial, conta com conferências, palestras, debates e minicursos e recebe participantes de todo o Brasil e da América Latina.

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