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CFQ realiza 10ª edição do QuimTec com debate sobre hidrogênio de baixa emissão

O Conselho Federal de Química (CFQ) promoveu, nesta quinta-feira (27/03), a 10ª edição do QuimTec, evento virtual que reuniu especialistas para debater “A Atuação do Profissional da Química na Produção de Hidrogênio de Baixa Emissão”. A transmissão foi realizada pelo canal do CFQ no YouTube e contou com a mediação da doutora em Educação em Química e conselheira federal do CFQ, Dra. Raquel Fiori.

O painel contou com a palestra do engenheiro químico Nelri Ferreira Leite, da Superintendência de Engenharia da Eletrobras, especialista em hidrogênio de baixa emissão de carbono. Também participaram como depoentes Alexandre Vaz Castro, presidente do Conselho Regional de Química da 21ª Região (CRQ XXI – Espírito Santo); Gabriel Lassery, superintendente executivo da Associação Brasileira do Hidrogênio (ABH2); e Rubem Novais Reis, conselheiro federal do CFQ.

A conselheira Raquel Fiori destacou a relevância do evento para debater temas de impacto no setor. “Uma das funções importantes do QuimTec é a inserção dos nossos profissionais da área de Química no mercado de trabalho, e por isso nós trazemos alguns tópicos de extrema relevância. Hoje, abordamos um assunto muito interessante e que está em evidência no nosso país”, pontuou.

Palestra
Durante sua palestra, Nelri Ferreira Leite explicou os principais processos químicos envolvidos na produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono, incluindo eletrólises alcalina e salina, dessalinização e reforma de gás natural. “Temos alguns processos intrínsecos à produção, como eletrólises alcalina e salina, além de fontes de energia como eólica, solar e nuclear. Esse processo nuclear envolve várias tecnologias e ciências, principalmente na área de Química, que analisa a qualidade da água e outros aspectos essenciais para a operação segura”, explicou.

Leite também abordou o circuito terciário de refrigeração das usinas nucleares de Angra 1 e 2, que utilizam água do mar como fluido refrigerante. “Uma usina nuclear possui três circuitos distintos. No circuito terciário, usamos uma grande quantidade de água do mar para a refrigeração. No início das operações, enfrentamos desafios como a proliferação de cracas, organismos marinhos que podem comprometer a eficiência do sistema. Hoje, utilizamos processos mais eficazes para mitigar esses impactos”, relatou.

O especialista mencionou, ainda, a evolução das tecnologias de hidrogênio e sua aplicação na mobilidade sustentável. “A tecnologia do hidrogênio já é uma realidade. Existem veículos movidos a hidrogênio na Europa e nos Estados Unidos, como o Hyundai Nexo, que alcançou autonomia de 1.360 km por tanque de hidrogênio. No Brasil, ainda precisamos avançar para viabilizar essa tecnologia”, finalizou.

Depoentes
A discussão também trouxe a perspectiva dos depoentes sobre os desafios e oportunidades para a implementação do hidrogênio de baixo carbono no Brasil. Alexandre Vaz Castro ressaltou a necessidade de investimentos e regulação adequada para fomentar a economia do hidrogênio no país.

Gabriel Lassery destacou o papel da Associação Brasileira de Hidrogênio (ABH2) na articulação entre os setores público e privado para impulsionar essa transição energética. Já Rubem Novais Reis, conselheiro federal do CFQ, reforçou a importância da formação técnica e da capacitação dos Profissionais da Química para atuarem nesse novo cenário.

Assista ao debate na íntegra.???????

Fonte: https://cfq.org.br/noticia/cfq-realiza-10a-edicao-do-quimtec-com-debate-sobre-hidrogenio-de-baixa-emissao/

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